

Qual é o melhor modelo de operação da cartão?
25 de mai de 2025
2 min de leitura
3
566
0

Os cartões de crédito vinculados ao varejo podem ser classificados em três principais modalidades: o cartão de loja, o cartão private label e o cartão bandeirado. Cada um deles apresenta características próprias, vantagens e limitações que impactam tanto o consumidor quanto a estratégia financeira e comercial da empresa emissora.
O cartão de loja é emitido por uma rede varejista e utilizado exclusivamente naquela empresa ou grupo d
e lojas. Ele pode ou não ter uma bandeira associada e, quando não possui, é comumente chamado de private label. Um exemplo clássico é o cartão das Lojas Flávio’s em Goiânia, que é uma forma de transformação do modelo tradicional do carnê, em solução digital, que só pode ser utilizado dentro da própria rede. Entre suas vantagens, destacam-se o estímulo à fidelização do cliente, a possibilidade de oferecer condições especiais de pagamento – como parcelamentos diferenciados e descontos –, além de um processo de aprovação mais simples e custo relativamente baixo para a empresa emissora. Em contrapartida, sua limitação de uso reduz o atrativo para consumidores que buscam maior versatilidade, além de poder apresentar taxas de juros elevadas em casos de atraso.
O cartão private label, por sua vez, é um subtipo do cartão de loja, sem bandeira de aceitação ampla, emitido com a marca da própria varejista e, geralmente, operado em parceria com uma financeira, tal como a goiana do cartão BIGLAR, em parceria com a UME. Ele pode ser físico ou digital, mas sempre restrito ao uso dentro da rede emissora. Do ponto de vista da empresa, esse modelo oferece menor custo operacional, controle integral dos dados dos clientes e a possibilidade de customizar benefícios exclusivos, funcionando como uma ferramenta eficiente de fidelização. No entanto, a restrição de uso reduz seu apelo para consumidores que priorizam praticidade e abrangência de aceitação.
Já o cartão bandeirado é aquele associado a instituições como Visa, Mastercard, Elo “O último, com bastante evidência no momento”, entre outras. Diferente dos modelos anteriores, ele pode ser utilizado em qualquer estabelecimento que aceite a bandeira, seja no Brasil ou no exterior, tanto em compras físicas quanto online. Esse tipo de cartão pode ser emitido por bancos, fintechs ou mesmo por lojas em parceria com instituições financeiras, como ocorre com o cartão Riachuelo Mastercard, Carrefour Mastercard e outros. Para o consumidor, o atrativo é maior, pois além da ampla aceitação, há possibilidade de acúmulo de pontos, participação em programas de benefícios das bandeiras e uma percepção de valor mais elevada. Entretanto, para a empresa varejista, esse modelo implica custos mais altos devido às taxas cobradas por bandeiras e bancos emissores, além de reduzir o controle sobre os dados do cliente e aumentar a concorrência, já que o consumidor pode utilizar o cartão em qualquer estabelecimento.
De forma comparativa, o cartão de loja e o private label são estratégias mais voltadas à fidelização e à redução de custos operacionais para o varejista, mas oferecem menos flexibilidade ao consumidor. O cartão bandeirado, em contrapartida, amplia o alcance e a atratividade junto ao cliente, mas exige maior investimento e gera menor retenção exclusiva de consumo dentro da rede emissora. Assim, a escolha entre os modelos deve estar alinhada ao posicionamento estratégico da empresa e ao perfil de consumo do público-alvo.






