

Crédito# mais caro, riscos# maiores: a hora da gestãoestratégica#
18 de mai de 2025
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O alerta já foi acionado: a taxa Selic alcançou 15% ao ano, o maior patamar desde 2006. Paralelamente, o recente aumento do IOF — previsto no Decreto nº 12.499/2025 — foi derrubado pelo Congresso Nacional em uma votação expressiva, considerada uma das maiores derrotas legislativas do atual governo. A revogação foi aprovada por ampla maioria na Câmara e confirmada no Senado, refletindo a insatisfação com o que muitos parlamentares classificaram como “abuso tributário”.
No entanto, o embate institucional ainda não terminou. O governo federal, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), estuda recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a decisão do Congresso. A alegação é de que o decreto presidencial estaria amparado pela prerrogativa constitucional do Executivo de regular o IOF, e que o Legislativo teria extrapolado suas competências ao sustá-lo. O PSOL, inclusive, já protocolou uma ação no STF pedindo a suspensão da decisão legislativa, alegando risco à política monetária e ao equilíbrio fiscal da União.
Diante de um cenário tão complexo, o que pode garantir a sobrevivência e a estabilidade dos negócios? A resposta está na gestão financeira prática e bem executada. Com os juros altos e o aumento da incerteza no país, é fundamental que o empresário cuide das finanças com atenção redobrada. Este não é o momento para decisões impulsivas — é hora de proteger o caixa, manter o controle e se preparar para tempos difíceis, e não precisamos “reinventar a roda”, precisamos fazer:
Acompanhe o caixa diariamente. Controle com rigor as entradas e saídas. Saber exatamente quanto dinheiro há disponível evita surpresas e permite decisões mais seguras.
Venda com mais critério. Reavalie quem pode comprar a prazo e reduza o risco de inadimplência. É melhor vender menos, mas garantir o recebimento.
Negocie tudo o que for possível. Converse com fornecedores, bancos e até com clientes. Alongar prazos ou obter descontos pode aliviar o fluxo de caixa e garantir fôlego.
Num momento como este, quem se organiza sai na frente. Não é necessário aplicar soluções sofisticadas — o essencial é manter disciplina, controle e foco no curto prazo.
Com a Selic em 15%, a instabilidade tributária e a judicialização do IOF, fica claro que o ambiente de negócios como esse, exige atuar com mais intensidade e a metodologia PDCA “Planejar, Fazer, Verificar e Agir.” Criado por Shewhart, é uma ótima ferramenta, talvez um pouco esquecida.
O crédito fácil ficou para trás. Agora, sobrevive quem se adapta rapidamente e acompanha de perto os desdobramentos entre os Poderes.
Como diria a sabedoria popular, adaptando Darwin: “não é o mais forte que sobrevive, mas o que melhor se adapta às mudanças”. E no dia a dia empresarial, isso significa fazer o básico bem-feito.






