top of page

O Essencialismo: a arte de focar no que realmente importa

27 de out de 2025

3 min de leitura

3

1270

0


A vida de muitas pessoas é falar que é multitarefa, ou seja, que fazer tudo ao mesmo tempo, e as vezes a qualidade é sempre comprometida nessa dinâmica, nos torna um fazedor de coisas, porém, minha visão sobre isso começa a mudar, a partir do contato que tive com o livro Essencialismo - A disciplinada busca por menos, de Greg McKeown, ele propõe uma mudança profunda na forma como conduzimos nossa rotina, tomamos decisões e definimos prioridades. Sua mensagem central é simples, mas poderosa: fazer menos, porém melhor. Em um mundo onde todos parecem ocupados o tempo todo, o essencialista não busca fazer tudo — ele busca fazer o que realmente importa.

Na prática, o essencialismo começa com uma pergunta: o que é realmente essencial para mim neste momento? Essa reflexão me leva a diferenciar o que é importante do que é apenas urgente. Por exemplo, um gerente que vive apagando incêndios no dia a dia pode perceber que passa mais tempo respondendo mensagens e resolvendo problemas menores do que planejando o futuro do negócio. Aplicando o essencialismo, ele aprende a dizer “não” a tarefas que não movem a empresa adiante e reserva tempo para pensar estrategicamente — algo que gera resultados mais duradouros.

Greg McKeown destaca que o essencialismo não é sobre produtividade no sentido tradicional, mas sobre clareza e propósito. Ele mostra que, quando tudo parece prioridade, nada realmente é. Isso vale também para a vida pessoal: muitas pessoas aceitam todos os convites, participam de todos os grupos e assumem compromissos que esgotam sua energia. O essencialista, por outro lado, escolhe com cuidado onde investir seu tempo. Um exemplo prático: em vez de aceitar todos os compromissos de fim de semana, uma pessoa pode escolher passar uma manhã tranquila com a família, sem pressa, porque entende que a presença plena vale mais do que a quantidade de encontros.

Outra lição marcante do livro é o de compensação — a consciência de que, ao dizer “sim” para algo, inevitavelmente dizemos “não” para outra coisa. Um empreendedor que aceita todos os projetos para não perder oportunidades acaba sobrecarregado e com resultados medianos. O essencialismo me ensinou que é melhor fazer um projeto de forma excelente do que cinco de forma medíocre. Na prática, isso significa analisar cada decisão com calma, considerando se ela está alinhada com o que realmente traz valor.

O autor também defende a importância de criar espaço para pensar e descansar, o famoso “Ócio Criativo”. Em um mundo que valoriza agendas cheias, o essencialista entende que as melhores ideias surgem quando há tempo livre para reflexão. Um exemplo disso é reservar 30 minutos do dia sem celular, sem reuniões e sem notificações — apenas para pensar, anotar ideias ou revisar prioridades. Essa pausa simples pode evitar decisões precipitadas e aumentar a clareza mental.

Além disso, o essencialismo me provoca a simplificar a execução. Depois de escolher o essencial, é preciso remover barreiras e tornar o processo mais leve. Em vez de planejar metas complexas, o essencialista define poucas metas claras e cria rotinas que facilitam o cumprimento delas. Por exemplo, se meu objetivo é cuidar da saúde, e você não tenta mudar toda a alimentação e começar um treino intenso de uma vez — você começa com pequenas ações diárias, como uma caminhada de 30 minutos, criando consistência antes da intensidade.

Parece tão óbvio o tema do essencialismo, mas no dia a dia não é assim que funcionamos. É importante lembrar que a verdadeira produtividade está em escolher com sabedoria, e não em fazer tudo. Ser essencialista é viver com propósito, dizer “não” com convicção e proteger o que realmente tem valor. É compreender que o sucesso não vem de fazer mais, e sim de fazer o que importa — e fazer bem feito.

27 de out de 2025

3 min de leitura

3

1270

0

Posts Relacionados

Comentários

Compartilhe sua opiniãoSeja o primeiro a escrever um comentário.
bottom of page