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#SALVEM O hashtag#VAREJO!!!

10 de dez de 2025

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Nos últimos anos, o varejo brasileiro de móveis e eletrodomésticos que deu foco em vendas online e foco em briga de preços, parte pelos efeitos da pandemia de Covid, e parte por estratégia próprias, com isso enfrentou um grande desafio: sobreviver apenas com a compra e venda de mercadorias. Com margens cada vez mais apertadas, a concorrência aumentando e os consumidores mais exigente e conectados. Nesse cenário, alguns varejistas entenderam, que rentabilizar sua operação precisava ir além da simples revenda de produtos e ampliar seu portfólio, precisar sim agregar serviços e soluções financeiras que criem novas fontes de receita e fortaleçam o relacionamento com o cliente.


 Um dos caminhos mais importantes reverter o cenário, está nos serviços financeiros, como o crédito próprio — seja no carnê tradicional/crediário digital com juros claro —, que aumenta o ticket médio, amplia o público e gera receita financeira. As parcerias com seguradoras, fintechs e bancos também entram nesse jogo, permitindo oferecer crédito em modelos estruturados “risco varejista”, seguros e meios de pagamento, com participação na receita e sem a complexidade de uma operação bancária. Além disso, estruturar uma operação de recuperação de crédito e cobrança ativa faz toda diferença na margem, já que muitos varejistas deixam dinheiro na mesa por falta de gestão da inadimplência.


 Outro pilar fundamental é o pós-venda, que vai muito além da entrega do produto. Garantia estendida, assistência técnica e seguros agregam valor e fidelizam o cliente. Serviços como instalação e montagem profissional são diferenciais simples, mas que geram percepção de qualidade e aumentam a satisfação do consumidor.


 O varejista também pode explorar produtos digitais e recorrentes, como a venda de serviços de streaming, telefonia, internet, energia solar ou até proteção veicular e residencial. Cada contrato representa uma nova fonte de comissão e, melhor ainda, gera receita recorrente — algo essencial para dar estabilidade ao caixa.


 Para fortalecer o vínculo com o cliente, programas de assinatura, cashback e clubes de benefícios são ótimas ferramentas. Hoje, o consumidor não busca apenas o produto, mas o ecossistema de vantagens que vem junto com ele. E, por fim, o uso de dados e inteligência de mercado se torna indispensável. Entender o comportamento de compra, prever demandas e criar inteligência de crédito própria é o que separa as empresas que apenas vendem daquelas que realmente crescem com foco na rentabilidade e estratégia.


 Por fim, o varejo que quer prosperar precisa deixar de ser apenas um revendedor e se tornar um provedor de soluções completas — financeiras, digitais e de serviços. A sustentação do negócio está justamente na diversificação das receitas e na capacidade de construir um relacionamento contínuo e de valor com o cliente.

10 de dez de 2025

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